Londres...

Em 1998, estive em Londres durante algumas semanas. Foi uma experiência maravilhosa. Foi certamente um dos melhores momentos da minha vida até agora. Conheci os maravilhosos museus, entrei nas fantásticas megastores repletas de discos, livros e vídeos (que por sinal não pude comprar, porque a libra é muuuuuuuuito cara), enfim, foi inesquecível.

Por isso que meu coração se apertou quando soube do que aconteceu hoje na cidade. Nenhuma cidade merece ser alvo de atentados de terroristas ensandecidos.

Espero que essa onda termine logo. Ainda quero voltar para Londres, ainda quero ver aquela cidade de novo.

Estou triste...

... quando eu era adolescente, eu sabia que todas aquelas ilusões que eu tinha seriam desmascaradas, uma a uma, à medida em que eu envelhecesse. Assim como aquela personagem do filme "O Clube dos Cinco", diz, à certa altura: "Quando envelhecemos, nosso coração morre". Eu sabia que isso iria acontecer, e tentava gerenciar o constante caos da minha vida tendo isso em mente.

Até alguns anos atrás, o ritmo de desilusão não era tão grande assim. Mas tudo começou a mudar em 2000.

Cinco anos de muitos reveses, muitas desilusões e o caos instalado, de vez, na minha vida, que deveria estar em ordem a esta altura. Pelo menos era isso que todo mundo esperava.

Será que meu coração morreu mesmo? Ou ele insiste em sobreviver, me provocando dúvida e desafiando o mundo racional no qual insisto em me inserir?

 

Tardes de julho

Hoje faz frio e uma chuva fina cai em São Paulo. Uma típica tarde de julho.

Não posso deixar de sentir muita saudade de algumas tardes de julho que eu vivi, há muito tempo atrás, quando tudo era mais fácil, mais poético, mais leve.

Quando ser feliz significava apenas assistir televisão embrulhada no meio de cobertas, com o indefectível chocolate quente ao lado.

Quando ser feliz significava apenas empregar o dinheiro das férias em discos, livros e outras coisinhas que você curtia de forma quieta e simples, mas intensa.

Quando ser feliz significava apenas escrever alguns arremedos de poesia e tentar mostrá-la para algum garoto que a tivesse inspirado - mesmo que só em pensamento.

Quando ser feliz significava apenas desejar que o melhor acontecesse para você e o mundo.

Quando ser feliz significava apenas constatar que você tinha começado um namoro no inverno, com promessas de carinho e calor.

Quando ser feliz significava apenas curtir uma tarde de julho, quieta, sem pensar em mais nada, esquecendo-se do passado, ignorando o futuro e estando entregue apenas ao momento.

Quando ser feliz signficava não ter que ficar pensando em soluções de problemas insolúveis, em desilusões, ou na passagem inequívoca do tempo.

As tardes de julho pareciam eternas, intocáveis.

Nem as tardes de julho são mais as mesmas.

Ou sou eu que mudei?

Mais efemérides...

4 de julho não é apenas o dia da Independência dos nossos amiguinhos estadunidenses.

Em 4 de julho, um amigo muito querido faz aniversário. Parabéns, MD!

E eu também faço aniversário, de certa forma. Foi num 4 de julho, há dois anos atrás, que eu me submeti a uma gastroplastia, a tão famosa cirurgia de redução de estômago. Eu pesava cerca de 135 kg e imaginem só como eu me sentia.

Hoje peso 52 kg a menos e me sinto muito bem. Claro, estou passando por uma fase muito ruim do ponto de vista financeiro, mas estou dando um jeito nisso. Mas, pelo menos, respeito por mim mesma eu tenho muito mais.

Que eu seja ainda mais feliz, nascida neste 4 de julho.




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