Mas a Candy continua linda...

Essa é a minha cachorrinha, a doce Candy. A poodle mais viralata que eu conheço.

 

Ela, sim, é fotogênica. Apesar dos olhinhos amarelos por causa do flash.

Câmeras digitais e a hora da verdade

Gente, finalmente compramos uma câmera digital neste sábado. Uma Kodak EasyShare CX7300 muito maneira, como a da foto abaixo:

 

Tava até pensando em fazer o Zilch versão fotolog, mas depois de ver os resultados das fotos que tirei da minha pessoa, achei melhor poupar sensibilidades e esperar um momento mais propício para fazê-lo.

Afinal, não quero assustar ninguém, huahauahauahauhau.

E as minhas olheiras estão muito pronunciadas, deus me livre. Acho que sou melhor ao vivo, juro!

Reminiscências Maristelianas, parte 2: Quem cola, não sai da escola

Mais uma sexta-feira que me traz nostalgia...

Ainda neste processo de ANTOlogia da minha vida, estava agora me lembrando de algumas cenas que marcaram de forma indelével minha vida escolar durante o primeiro grau.

Numa prova qualquer no ano de 1975, uma questão me intrigou deveras:

A semana tem ___ dias.

Eu achei que aquilo fosse uma pegadinha, sei lá, e sorrateiramente dei uma conferida na prova da colega ao lado. Ela tinha respondido sete dias. Eu nunca fui do tipo que gostava de ficar pra trás, então lasquei um número oito na lacuna. Imaginem minha surpresa quando descobri que estava errada. Mas agora eu vejo que os Beatles já atuavam no meu inconsciente. Afinal, para eles, existiam Eight Days a Week. Culpa de vocês, Fabs.

Já na sétima série, em 1981, um professor de História qualquer me pegou colando. Eu, aterrorizada, envergonhada, com uma imagem a zelar, me pus a chorar e disse dramaticamente: "Ó, professor, não resisti à tentação!" Vejam como as aulas de Religião e Educação Moral e Cívica ministradas durante o Regime Militar , bem como as novelas mexicanas que o SBT começava a exibir produziam pequenos cidadãos cheios de culpa e remorso.

No mesmo ano, minha estréia como roteirista e diretora teatral foi auspiciosa. Iríamos encenar a inédita história do Tiradentes, curiosamente interpretado pela Lucineide, aparentemente uma moça. O texto não era dos mais ruins, mas digamos que meu métier não era exatamente a marcação teatral: em uma cena de capa e espada, os atores não conseguiam segurar os risos (não os culpo); ninguém obedecia às deixas do texto; a escola NÃO TINHA SISTEMA DE SOM, portanto as falas tornavam-se incompreensíveis para o sonolento público. Parecia uma peça do Gerald Thomas, mas sem o gelo seco. Éramos mambembes de vanguarda e não sabíamos.

Para fechar com chave de ouro, no momento pivotal da encenação, o enforcamento, Lucineide Tiradentes, com um chapéu de palha e o semblante sério, declamou seu heróico e inaudível texto, enquanto esperava seus algozes executarem o serviço. Ela terminou suas falas. Nada dos carrascos aparecerem. Um certo ar de suspense pesava sobre os poucos da platéia que ainda não dormiam. Tensão total. Lucineide Tiradentes, o primeiro mártir da Independência travesti, não teve dúvidas: ela mesma se enforcou, dando uma nova dimensão dramática ao sacrifício de Joaquim José Lucinenide da Silva Xavier, o Tiradentes GLS que se suicidou. Fizemos história no mesmo momento em que ela acontecia. Experiência única.

E cai o pano.

Uma biografia muito especial - epílogo

... Mesmo com o tempo correndo, implacável, eu continuei colecionando meus musos. Afinal, mesmo tendo os meus musos reais, sempre fui chegada nos caras que eu via na TV. Afinal, eles eram perfeitos. Os descritos abaixo continuam dando as cartas.

10) Hubert (1959, escorpiano)


Quem disse que eu não gosto de brasileiros? Hubert é o único casseta, digamos assim, que eu "comeria". Pena que no programa ele faça tantas caretas. Já o vi pessoalmente, e garanto: ele é muito bonito e charmoso.

11) Keanu Reeves (1964, virginiano)


Eu o descobri num clipe de Paula Abdul, nos primórdios da MTV, chamado "Rush Rush", onde Keanu liberava sua porção James Dean. Lindo, exõtico e bad boy... Resistir, quem há de? Gay? Who cares?

12) Krist Novoselic (1965, taurino)


O baixista do Nirvana. Á sombra de Kurt Cobain, mesmo com seus 2,01m de altura. Mas eu confesso: me casaria com Krist a qualquer momento. Altíssimo, inteligente, cara de bebê chorão, bad boy e taurino. Completo!

13) David Duchovny (1960, leonino)


Ah, David. Bonito e feio ao mesmo tempo. Simpático e metido. Péssimo ator mas com um senso de humor peculiar. Um poço de contradições, mas quem disse que eu gosto de homens certinhos?


14) Dalton Vigh (1964, canceriano)


Outro brasileiro. O árabe loiro mais lindo de que se tem notícia, lembram-se do Said de "O Clone"? Eu é que não trocaria Dalton pelo Murilo Benício. Mas cada um é cada um...

15) Oliver Heath (1970, taurino)


Oliver é incrível. Lindo, bacana, simpático, adora o que faz em "Changing Rooms", é meio louquinho, pouco afeito a seguir convenções, inglês, judeu e taurino também. Oliver tem tudo o que eu gosto. Ai, ai... Um dia poderei ter um apartamento decorado por ele?

 

e, finalmente...

16) Alan Passos (1978, geminiano)


Alan... exótico, bacana, charmoso. O cara que me fez ver o Big Brother com outros olhos... e que olhos! Muito simpático, sangue bom pra caramba. Ai, meu Deus... Pensamentos impuros vêm à minha cabeça agora. Black is beautiful.

E então, gente? O que acharam? Certamente não acaba por aqui, pq meus olhinhos atentos sempre estão à busca de novos musos, huahauahauahauahaua.

 

Uma biografia muito especial - parte dois

Durante os anos 80, já entrada na adolescência, comecei a diversificar um pouco. Agora, eram os esportes que faziam a minha cabeça, embora eu apenas os assistisse, como preguiçosa que sou. E o rei do mundo esportivo pra mim era...

6) Michel Platini (1955, geminiano)


Oui, Monsieur Platini foi o bambambam do futebol nos anos 80. Por Michel, torci pela Juventus de Turim durante algum tempo, deixando o SPFC de lado por uns tempos. Mas valeu a pena: Michel era um baita craque, e, naquela época, um pitéu. Pena que o tempo passe...

Mas, como eu sou mesmo viciada em música, logo voltei para o metier, para descobrir o Duran Duran e principalmente...


7) Nick Rhodes (1962. geminiano)


Sim, Nick era lindo e andrógino, e ficava à sombra dos não menos belos John Taylor e Simon LeBon. Mas Nick era insuperável e seu raro sorriso escancarado me fascinava. Sem falar em sua maquiagem elaboradíssima e nos diversos cortes e cores de cabelos que ele usava naqueles bons tempos. Ele era a mulher que eu queria ser nos anos 80.

8) Judd Nelson (1959, sagitariano)


... Mas ao ver o filme "Clube dos Cinco" tudo mudou novamente. Judd personificou simplesmente o meu ideal de homem, na pele do revoltadinho John Bender. Sim, tenho fascínio pelos bad boys, não tem jeito. Judd nunca fez mais nada de relevante no cinema, mas quem se importa?

9) Roland Orzabal (1961, virginiano)


Roland, dos Tears for Fears, inaugurou a categoria "exótica". E foi o primeiro muso que tive o prazer de ver pessoalmente, embora a quilômetros de distância, no Hollywood Rock de 1990. Ele era o "tia fofinha" mais bacana da parada.

Continua...

Uma biografia muito especial - parte um

O Zilch, embora seja um blog totalmente a favor da diversidade de opções sexuais, é assumidamente um blog heterossexual.

Sim, pra mim, nada melhor do que apreciar seres do sexo masculino. Eles me fascinam, é mais forte do que eu.

Pra vocês me conhecerem melhor, vou elencar aqui, em ordem cronológica, alguns moços famosos que fizeram minha cabeça e despertaram certos pensamentos em mim, durante todos esses balzaquianos anos. Vcs podem perceber que, se nem todos são belezas irrepreensíveis (e alguns estão longe de ser, admito), pelo menos têm um "não sei o quê" a mais. Me contem o que acham da minha biografia contada através dos meus musos, OK?

1) Todd Turquand (1964, sagitariano)

Quem? Sim, o Todd, mini-sócio do Clube do Mickey, foi o primeiro ser do sexo masculino a despertar minha curiosidade pelo sexo oposto. Não me culpem, eu nem tinha 10 anos, e Todd também. Pelo menos ele foi o primeiro.E parece que ele não seguiu a carreira artística, a propósito.

2) Mark Shera (1949, canceriano)


Sim, ele, o Dominic Luca, da série policial SWAT, hit dos anos 70. Mark, sim, foi o meu primeiro amor televisivo de verdade. Se Todd despertou minha curiosidade, Mark despertou os primeiros, er, arrepios, em mim. E eu só tinha uns 10 anos. Ah! Mark também inaugurou meu apreço acima da média por galãs de origem hebraica.

3) Michael Nesmith (1942, capricorniano)


Com Mike, a curiosidade desperta por Todd e os arrepios causados por Mark alcançaram um outro patamar. Mike e seu gorro de lã eram o que de melhor havia no seriado dos Monkees, afinal, Mike era altíssimo, o líder da turma e inteligente. Era muito mais do que um rostinho bonito.

E aí, eis que descubro um certo quarteto de Liverpool chamado The Beatles...

e...

4) Paul McCartney (1942, geminiano)


Como não se apaixonar por Paul McCartney? Claro, relevem o tempo que passou e deixou literalmente marcas profundas no rosto dele, bem como certas posições políticas e pessoais que o velho Macca adotou nos últimos anos. Concentrem-se na música, e olhem para as fotos dele de 1962 até 1995 (a foto acima é de 1968), mais ou menos. Paul foi sem dúvida um dos homens mais bonitos que eu já vi, e ainda por cima, talentoso. Covardia.

5) John Lennon (1940-1980, libriano... como eu!)


Se Paul era o príncipe, John era o bad-boy encantado. Um pouco antes dele morrer, John tomara o posto de beatle favorito de Paul, no meu conceito. Já estava com quase 12 anos e comecei a ver que beleza era algo meio relativo, não só pelo visual, mas também a atitude, o conjunto também contavam. E John era, sim, um homem extremamente interessante e atraente. Forever.


 

Multi-Maristela

Hahahahaha, aconteceu algo interessante hj. A Susan linkou o Zilch, e algumas pessoas vieram perguntar a ela se eu era a mesma Maristela que escreve uma coluna no site do fã-clube de Alan e Grazi, ex- BBBs.

Pois é,  galera, sou eu mesma. Eu realmente curto muitas coisas que aparentemente são contraditórias entre si. Não sei isto é um defeito, mas eu sou muito suscetível ao que a indústria sub-cultural produz. Sou uma grande fã, e já fiz diversos amigos por causa das tribos das quais fiz parte. Eu já tive mais preconceitos, mas acho que  a idade faz você ficar com o senso crítico menos aguçado. Daí, o fato inédito de me tornar admiradora, vamos chamar assim, de participantes de reality show.

Eu nunca poderia imaginar que poderia virar fã de ex-BBBs, mas o fato é que o casal Grazi e Alan de certa forma me encantou. E empatia é algo que não dá pra explicar racionalmente. O fato é que eu gosto deles, mesmo, e espero que eles se dêem muito bem em suas vidas, fiquem juntos ou não.

Agora, tem paixões de fã que viram amores de verdade. O meu amor pelos Beatles vem de tempos ancestrais, e estará comigo até o túmulo, com certeza. Mas mesmo as outras paixões, embora não sejam mais tão intensas, sempre terão seu espaço dentro deste coração de fã.

Putz, eu já fui ( e em alguns casos ainda sou) fã de Monkees, Clube do Mickey, Arquivo X, Titãs, Tears for Fears, Bambalalão, Jeannie é Um Gênio, Banana Split, da novela Guerra dos Sexos, do filme Clube dos Cinco,  do programa de decoração Minha Casa, Sua Casa do People and Arts etc etc etc... Sei lá, cada uma destas curtições me fez feliz a seu modo, e de maneira geral me orgulho de todas elas.

E eu adoro a indústria cultural. Ou a nem tão cultural assim. Em termos de curtição, devo ser uma Multi-Maristela, como um dos meus ídolos, o Multi-Homem, do desenho Os Impossíveis.

Tadinho do Zilch

Eu estou fazendo uma matéria sobre blogs para a newsletter eletrônica que a empresa onde trabalho publica.

Os blogs estão sendo cada vez mais considerados como uma forma alternativa de comunicação para as empresas por aí. A última moda nos EUA e em outros mercados avançados são os blogs de CEOs de empresas. Algo como se, por exemplo, o Silvio Santos em pessoa publicasse um blog diário sobre o mercado de televisão e de telesenas.

Até aí, tudo bem. Mas o problema é que, segundo o Seth Godin, o papa do marketing de permissão da internet, poucos CEOs fariam um blog com o que ele considera os cinco (ou seis) pontos fundamentais:

Candor           (Integridade)
Urgency         (Premência)
Timeliness      (Oportunidade) 
Pithiness        (Vigor)
Controversy    (Debate)
Utility             (Utilidade)

Vixe, foi o que bastou pra eu começar a entrar em crise. O Zilch, para mim, tem integridade, afinal é meu; também aborda assuntos com premência, já que eu os escolho; nem preciso falar de senso de oportunidade porque sou eu quem está à procura delas, por aqui; vigor e debate são características intrínsecas do meu texto. E nem preciso dizer o quão útil o Zilch é para minha pessoa...

Ops... Então por quê será que o Zilch tem tão poucos leitores? Afff, devem estar se deliciando com algum dos outros 4 milhões e meio de blogs que rolam ciberespaço afora.

Solidão blogueira, referendada por um gênio do marketing. Que coisa mais simbólica.

Falcão estava errado...

O famoso cantor brega uma vez disse que "dinheiro não é tudo, mas é 100%".

Eu sempre achei que o filósofo cearense estava certo, mas vendo o triste exemplo do Edinho, filho de Pelé, preso por estar aparentemente envolvido com o tráfico de drogas, acho que tenho que rever meus conceitos.

O que leva um cara riquíssimo, filho de um dos homens mais famosos do mundo, a bandear pro crime? Necessidade de mais dinheiro? Vontade de confrontar o mito paterno?

Sei lá. Só sei que devo me lembrar destes tristes exemplos quando eu penso nas minha dívidas. Posso ser pobre e endividada, mas pelo menos tenho dignidade. Eu acho.

Pensamentos difusos

Sabem o que é pior?

É ter que aguentar os escrotérrimos PSDB e PFL posando de defensores do povo, quando na verdade sabemos que estes dois partidecos reúnem algumas das figuras mais repulsivas da podre política nacional. Argh duplo pra eles e pro PT, que jogou no lixo a oportunidade de se diferenciar da podridão reinante.

Cronicamente Inviável
Nunca o nome de um filme foi tão representativo a respeito do Brasil.
Daslu

Sério, eu não acho imoral alguém que tenha dinheiro o bastante pra comprar roupa de grife o faça, mesmo estando num país miserável e injusto como o Brasil. Cada um faça o que quiser com seu dinheiro e sua consciência, e depois arquem com as consequências.

O que eu acho o fim da picada é a babação de ovo em cima de uma loja cujo nome não passa de um erro de concordância. Ora, a loja não deveria chamar-se "DasLus"? Ou as dondocas dizem: "ai gente, nós vai lá comprá rôpa do Diór na loja das Lu?", o que não deveria condizer com as suas privilegiadas situações sócio-econômicas?

Esse povo quer ser cool, mas não passam de uns coolzões. Endinheirados, mas coolzões.

Roberto Jefferson diz que ganhava mesada do PT

Eu sabia que esse lance do PT  ter que se unir ao fisiologismo não ia dar certo...

Imitar o PSDB dá nisso mesmo.

Eu não voto em ninguém em 2006. Ou melhor, eu voto em Zilch. É oficial.

Pânico!!!!

Eles são o assunto do momento, e fazem por merecer.

Faturam alto, são iconoclastas como nem mesmo o Casseta e Planeta no auge criativo conseguiu ser e com isso garantem diversão certa, ao demolirem impiedosamente a hipocrisia deste mundinho "Caras"  de babação de ovo a celebridades da TV. Isso sem falar nos bordões pegajosos e na ridicularização sistemática da própria emissora onde atuam. Incríveis.

Agora, não posso deixar de imaginar que, daqui a pouco, o Repórter Vesgo e o Silvio Santos serão mais célebres do que as próprias estrelas que infernizam semanalmente. Terão que vestir as Sandálias da Humildade, huahauahauahauahua?




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